Suassuna: o olhar da cultura nordestina

post_ariano_citação (003)  Ariano Suassuna é um dos homenageados do 5º Congresso       Internacional Marista de Educação. Na abertura oficial do Congresso, o músico Antônio Nóbrega fará o musical em homenagem a esse grande autor e dramaturgo brasileiro. Para que os participantes conheçam mais sobre Suassuna, o Congresso reservou um espaço dedicado à sua história.

Nascido em 16 de junho de 1927, o Paraibano de João Pessoa, Ariano Suassuna, é um dos grandes nomes da cultura brasileira. O primeiro contato com as artes foi na cidade de Taperoá, onde Suassuna assistiu a uma peça de mamulengo e desafio de viola, onde a improvisação era marca registrada da produção.

Em 1942, o escritor chegou no Recife onde terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Durante sua trajetória universitária, conheceu Hermilo Barbosa Filho e, juntos, fundaram o Teatro do Estudante de Pernambuco. Sua paixão pelas artes foi firmada em 1947, quando escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. No ano seguinte, Suassuna estreava a peça Cantam as Harpas de Sião que foi montada pelo Teatro do Estudante.

Teatro e Advocacia seguiram juntos a partir de 1950, quando o escritor concluiu o curso de direito. O humor nas peças teatrais consagrou Ariano Suassuna como um dos maiores autores da cultura nordestina. Sua peça O Auto Compadecida, conhecida no Brasil e no mundo por retratar de forma cômica a realidade do sertão, foi escrita em 1954. Dois anos depois, Suassuna iniciou sua carreira na academia e deu aula de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. Um grande marco em sua vida foi a direção do Movimento Armorial, que tinha o objetivo de valorizar a cultura nordestina como a literatura de cordel, a música, dança, teatro dentre outros.

Ariano Suassuna iniciou, em 1971, sua trilogia com o Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue que Vai-e-Volta, tendo por subtítulo Romance Armorial – Popular Brasileiro, que teria sequência em 1976, com a História d’o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana. Em 1994, aposentou-se pela Universidade Federal de Pernambuco.  Em 2014, em decorrência de um AVC hemorrágico, Suassuna faleceu no Recife, cidade que escolheu para brilhar e dar voz à cultura do Nordeste.

Suassuna vive na história da cultura nordestina nos diversos contos e causos desse grande dramaturgo brasileiro.

“Sonho com o dia em que o sol de Deus vai espalhar justiça pelo mundo todo.”

Ariano Suassuna

 

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