Pesquisadoras da PUCPR discutem didática e formação de professores

Foto: Fabíola Roes
As pedagogas Joana Paulin Romanowski, Evelise Portilho e Daniele Saheb, participantes da mesa redonda. Foto: Fabíola Roes

Na semana em que é comemorado o Dia dos Professores, a 5ª edição do Congresso Internacional Marista de Educação discute a formação docente, os desafios para os professores na atualidade, e o uso da tecnologia. Nesta quarta-feira (12), a mesa redonda “Didática e Formação de Professores” reuniu as professoras da PUCPR e doutoras em Educação Evelise Portilho, mediadora, e as palestrantes Joana Paulin Romanowski, com a temática “E agora professor? Os desafios de uma nova didática”, e Daniele Saheb, que abordou os “Saberes docentes necessários à Educação”.

A diretora do curso de Pedagogia da PUCPR Daniele Saheb acredita que é necessário resgatar o valor da profissão. “A escola, por meio de seus gestores, precisa aumentar e investir no diálogo, além de rever a formação continuada”, diz.

De acordo com a pedagoga Evelise Portilho apenas o conhecimento técnico não é suficiente para encarar os desafios que a carreira propõe. “A profissão de professor não é para todos e precisa de formação pedagógica adequada e competente, realizada por especialistas da área”, analisa.

Para Evelise, a profissão está longe de ser valorizada. “Sinto muitas vezes que ‘todo’ mundo pode ser professor ou se sente um. A profissão professor não é para todos e para isso precisa de formação pedagógica adequada e competente, realizada por profissionais da área”, diz. Segundo ela, só o conhecimento técnico não é suficiente para atender aos desafios de sala de aula, de convivência e articulação entre teoria e prática.

A situação do ensino brasileiro foi levantada durante o encontro. “Ainda temos problemas estruturantes a serem considerados, como o acesso digno a todos. E quando chegam a ele, existem questões que a escola básica não está conseguindo atender, como instrumentalizar os estudantes a saber falar, escrever e interpretar”, completa

A professora acredita de qualquer forma, que tudo isso não exclui as boas práticas existentes em algumas instituições ou regiões do pais. “Mas precisamos de ações conjuntas para que o pais efetivamente considere a Educação como prioridade para um povo que faça a diferença”, avalia.

Leia mais: a pedagoga Joana Romanowski concedeu entrevista para o site do Congresso Marista.

 

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