Larrosa pede renovação do mundo no encerramento do Congresso Marista

Larrosa trouxe na apresentação a crença em uma educação mais lúdica, menos padronizada e mais subjetiva. Foto: School Picture
Larrosa trouxe na apresentação a crença em uma educação mais lúdica, menos padronizada e mais subjetiva. Foto: School Picture

Aguardado pelo público do 5º Congresso Internacional Marista de Educação e 2º Congresso Marista de Educandos e Famílias, o professor e doutor em pedagogia Jorge Larrosa, da Universidade de Barcelona, foi responsável pela conferência de encerramento do evento, em 14 de outubro, intitulada a “A educação entre o amor ao mundo e o amor ao novo”.

Conhecido e projetado internacionalmente pelos livros e participações em estudos relacionados à educação, Larrosa trouxe na apresentação a crença em uma educação mais lúdica, menos padronizada e mais subjetiva. O amor nas relações, sobretudo em processo educativo baseado no cuidado é, segundo ele, o caminho para uma aproximação ainda maior entre estudantes e educadores e, consequentemente, entre as diferentes gerações sociais. “As gerações precisam se aproximar para que a crise da mediação termine. Hoje, as pessoas não estão interessadas em compartilhar experiências de épocas distintas”, proferiu.

O educador também destacou a necessidade de mudança na apropriação do tempo que, segundo ele, precisa ser respeitado para que o ser humano em processo de formação possa desenvolver a autonomia. “O tempo da educação é lento. A aprendizagem por ser acelerada, a educação não”, afirmou. Na mesma linha, citou a sala de aula como espaço de protagonismo que perde o caráter público, bem como as próprias propostas pedagógicas engessadas nas escolas. Para ele, é preciso dar valor à imprevisibilidade, de forma que as crianças brinquem com o mundo de diferentes maneiras.

Os aspectos apresentados pelo espanhol convergiram para a teoria de que o mundo precisa ser renovado, sobretudo pela ação dos mais novos. Nesse contexto, Larrosa ponderou que são eles os maiores agentes de futuras transformações, mas que precisam saber ouvir e se deixar guiar por figuras como os professores. “O professor precisa estar apto a oferecer ao aluno um caminho de tempo e de luz, isto é, mostrar o que vale a pena”, concluiu.

Deixe uma resposta

Nome *
E-mail *
Site