Congressistas participam de debate sobre contexto escolar

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Foto: Reinaldo Fontes

Educação: reflexões sobre o sentido do saber no contexto escolar. Esse foi o tema da mesa redonda realizada na manhã desta quarta-feira, dia 12 de outubro, durante a realização do 5º Congresso Internacional Marista de Educação, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda/PE. A atividade, mediada pelo coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), Luiz Síveres, contou com as apresentações dos professores Bernard Charlot, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), José Pacheco, do Projeto Âncora, e José Carlos Libâneo, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGO).

Bernard Charlot conduziu a primeira parte do debate, a partir do questionamento “Por que e para que ir à escola? A relação dos alunos com a escola e com o saber. Na ocasião, o professor fez o resgate histórico da relação da escola com o desejo, o saber e as tecnologias. “A partir da década de 1960, a sociedade deseja o desenvolvimento econômico e social, para isso, necessita aumentar o nível de formação da população, ou seja, o que acontece na escola influencia no futuro da criança”, lembra Charlot. De acordo com ele, hoje, existem problemas de estruturação do sujeito, em que o desejo se torna uma satisfação imediata, baseada na cultura do imediatismo.

O palestrante citou, ainda, uma de suas pesquisas na área da educação, que mostra o estudante como aquele que faz apenas o que a professora quer. Baseado nesse estudo, argumenta, também, que com as novas tecnologias os professores não são mais a única fonte de informação e os estudantes não sabem, ainda, utilizar a internet para aprender. “A escola atual necessita pensar uma pedagogia contemporânea que não seja do individualismo e do conformismo”, sinalizou para os presentes.

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Foto: Reinaldo Fontes

José Carlos Libâneo apresentou aos congressistas o tema “Currículo e ação docente: do professor executivo ao professor criados”. Para ele, a didática escolar deve ensinar o aluno a pensar com base nos conteúdos. “Eu entendo que a didática do professor é colocar em prática o currículo em sala de aula e torná-lo significativo”, contextualizou. A partir de diferentes visões, Libâneo relembra o currículo atual, para ele, muito instrumental e focado apenas em resultados. “Uma visão equivocada que não ajuda o estudante no processo de aprendizagem”, destacou o palestrante.

O professore José Pacheco iniciou a palestra “Aprender em comunidade” com a provocação de que hoje é necessário entender o que se passa no “chão” da escola. “A história do Brasil está sendo reescrita no campo da educação e essa proposta de reescrita não tem a ver com a mitigação de um velho conceito, da época da revolução industrial, mas das novas construções sociais de aprendizagem”, afirmou o convidado. Segundo ele, é preciso fazer o aluno aprender a partir do seu contexto sociocultural. Ao citar os artigos da Constituição Brasileira, sobre o acesso à educação, ele chama atenção para os dados alarmantes dos índices da educação no Brasil, em que, 92% da população não têm proficiência em Língua Portuguesa e Matemática.

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