Conferência destaca a espiritualidade na formação dos jovens

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Mesa composta por Ir. Iranilson Lima e o conferencista Frei Betto. Foto: School Picture

Frei Betto foi o convidado do 5º Congresso Internacional Marista de Educação para ministrar, nesta quarta-feira (12/10), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda/PE, a conferência no tema “Educação, Espiritualidade e Protagonismo Social”. Na apresentação, o escritor com mais de 60 livros publicados, afirmou que as escolas tradicionais católicas enfrentam uma crise de valores. “Temos que nos perguntar onde estamos errando. Hoje, os estudantes vivem no mundo bipartido, ou seja, ao mesmo tempo que estão em sala de aula também utilizam a internet”, comentou. Para ele, as novas gerações de jovens são dependentes dos celulares e revelam sintomas da falta de valores e de grandes atritos pessoais. O Ir. Iranilson Lima, diretor do Colégio Marista São Luis, mediou a mesa e destacou que ”fé, cultura e vida são aspectos centrais do projeto educacional Marista”.

Na oportunidade, Frei Betto relembrou os estudos antigos que apontavam a ciência e a tecnologia como a solução dos problemas sociais, quando a fé já não importava. “Nas trilhas da modernidade, podemos perceber grandes avanços, porém, conseguimos pisar na lua e não colocamos os ingredientes essenciais na barriga de crianças que ainda padecem de fome”, alertou o Frei, ao fazer críticas ao sistema capitalista moderno e ao consumismo. Segundo ele, a sociedade caminha para a pós-modernidade, mas sem o paradigma dessa época. “O que observamos em sala de aula é a falência de um tempo que prioriza a mercantilização, tudo vira produto de mercadoria, desconsidera as questões sociais e a religião”, argumentou.

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Frei Betto apresenta o tema ”Educação, espiritualidade e protagonismo social. Foto: School Picture.

Ao final, ele elencou os motivos da existência das escolas e questionou. “A escola existe para formar mão de obra qualificada para o mercado?”. Ao momento que respondeu. “A escola existe para formar pessoas felizes, com consciência crítica e protagonismo social, que possibilite viver intensamente à liberdade, a lidar com o pluralismo e a tolerância. É a possibilidade de sonhar com outros mundos possíveis”, explicou.

Para o Frei, há uma sede de espiritualidade nos jovens. “Os jovens querem viver a experiência com Deus, a experiência do amor”, ratificou ao dizer que o desafio das escolas atuais é evitar que o paradigma da pós-modernidade seja o mercado e assegurar o que o Papa Francisco nos pede, a globalização da humanidade.

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