Conferência aborda a arte de interpretar na educação

Bonder fala sobre a educação pela interpretação. Foto: Juliana Simões
Bonder fala sobre a educação pela interpretação. Foto: Juliana Simões

“A interpretação volta sempre à pergunta”. A afirmação é do rabino e líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil, Nilton Bonder, durante conferência apresentada, na manhã de sexta-feira (14/10), no último dia do 5º Congresso Internacional Marista de Educação, em Recife (PE). A atividade, coordenada pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Rezende Avelar, proporcionou aos participantes reflexões acerca da educação com foco no ensinar a interpretar.

O conferencista abordou as funções do cérebro, comparando-o a um hardware, em uma lógica de lugar explícito e implícito para assimilar o entendimento do texto e do contexto.  “Sobre a disciplina, somos capazes de conviver com ela, sem nos tornarmos oprimidos ou infelizes”, esclareceu, ao vinculá-la ao prazer do ser humano.

Bonder também levantou o questionamento “o que é interpretar?”. Segundo o convidado, trata-se de comunicação intensa entre a capacidade literal, que olha o texto nas entrelinhas. “A pergunta é o lugar sagrado e incômodo, e a resiliência de ficar na pergunta está na disciplina”, reafirmou. Para o palestrante, a pessoa empoderada é aquela que tem curiosidade pelo saber.

Na explanação, o convidado apontou outros elementos interessantes à arte de interpretar. “Temos que preparar pessoas para que tenham a capacidade de leitura de texto, façam perguntas e releiam o contexto. É preciso voltar ao enunciado, à questão, fazer uma viagem interpretativa na literalidade”, elucidou. Ao final, Bonder deixou a mensagem de que “o ser, em condições evolutivas, quando não é tudo que ele é, não tem qualidade no próprio significado da vida”.

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